Arroz sempre perfeito

Quando eu era mocinha e fazia café ou arroz para as visitas e saía algo tragável, lembro que as velhotas olhavam com ar de aprovação e diziam:

– Já sabe fazer café (ou arroz), então já pode casar.

Bem, eu não sei fazer arroz direito até hoje e meu café saía de tudo quanto é jeito até que comprei uma cafeteira elétrica. Qualquer idiota que saiba ler e contar sabe usar uma cafeteira elétrica. Você conta o número de medidas e acrescenta o tanto de água correspondente ao número de medidas que usou, não tem como errar. Quando fica pronto começa a fazer barulho, faça sempre o mesmo tanto de café e vá “testando” até chegar à quantidade de açúcar que mais agrade ao seu paladar.

Mas o arroz era um tormento, por sorte minha (ou azar deles) nenhum de meus ex-maridos levou em conta o fato de eu não saber fazer arroz para casar-se comigo e eu desminto até a morte se alguma mexeriqueira disser que foi pelo fato de não cozinhar direito que os casamentos não deram certo. Meu atual marido resiste bravamente há quase três anos. Tudo bem que ele almoça em restaurante (trabalha longe de casa) e não janta, mas talvez esse seja o segredo da durabilidade dos casamentos modernos: o marido não comer o que a mulher cozinha.

Mas tem hora que não tem jeito, tem que alimentar o pobre e no Brasil toda refeição tem que vir acompanhada do sagrado arrozinho branco. E o meu era mais instável que estrela de rock: salgado num dia, papa no outro, torrado no outro, e duro no próximo. Até que minha filha (quem disse que não aprendemos com nossos filhos?) apareceu com a solução para os meus problemas, tcham, tcham, tcham, tcham!! E aí está ela, o mais novo membro de nossa família:

Bendita tecnologia! Uma panela que faz arroz!Agora não preciso me preocupar mais em lembrar que estou fazendo arroz! Funciona como a cafeteira, coloco uma colher de sal,  tempero a gosto, 4 medidas de arroz (lavado), o correspondente a 4 medidas (já vem a medida na panela!) de água, ligo a tomada e esqueço! Quando termina ela desliga sozinha e mantém o arroz aquecido por até 10 horas! E o arroz fica sempre ótimo, nada de arroz queimado, papa, grude, duro, e tantos outros “apelidos” que já botaram no arroz que eu fazia. E o melhor de tudo: não precisa por óleo.

Bendita tecnologia, agora para “poder casar” basta saber apertar um botão, ou ligar a panela na tomada. E depois, só alegria, é só correr pro abraço!

assinatura verde (2)

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