Posts com Tag ‘fácil’

Hoje tem sopa

21 Dezembro, 2008
Essa é só pra ilustrar, não é a "minha" sopa.
Essa é só pra ilustrar, não é a “minha” sopa.

Tudo resolvido, teríamos sopa para o jantar. Mas não uma sopa qualquer, sopa de envelopinho, aquelas que vêm em pó, super fáceis de fazer. Meu filho vai me ajudar porque não consigo ler direito as letrinhas miúdas das instruções à noite.

- Coloque uma colher de sopa de margarina… Esses caras só podem estar de gozação. Se eu tivesse uma colher de sopa, pra que ia precisar desse pacote?

Santa paciência, mas vamos que vamos. Resolvemos misturar dois pacotes de sopas diferentes, um pede um litro de água e outro pede dois. De comum acordo decidimos que 3 litros de água é muita coisa, vamos preservar os recursos naturais do planeta. Decidimos por 2 litros. O problema é que um fica pronto depois de 5 minutos de fervura e o outro, 7. Decidimos cozinhar por 7 minutos.

Assim que despeja o primeiro pacote nos 2 litros consensuais de água meu filho já faz o segundo comentário tipicamente masculino desde o início de nossa arriscada empreitada culinária:

- Nossa, parece vômito!

Ignoro a bobagem e despejo o outro pacote por cima, tentando melhorar o aspecto que – tenho que admitir – não é dos melhores.

- Esse parece mofo. Vamos tirar uma foto, está parecendo võmito com mofo por cima.

Demovo-o da idéia idiota de registrar o evento culinário, já antevendo a gozação de suas visitas nos seus álbuns do orkut. Começo a mexer a tal sopa e ele enfim cai na real. Aponta para a meleca que mexo pacientemente com uma colher de pau (por incrível que pareça eu tenho uma) e pergunta:

- Só vai ter “isso” para a janta?

Faço que sim com a cabeça. A gente sabe que já alcançou a maturidade quando percebe que nem sempre vale a pena discutir até provar que a razão está do nosso lado.

- Se eu soubesse – continua ele – teria comido uma colherada de cada uma, tomado um copo dágua e ido para a cama.

Apesar do “olho gordo” e da torcida contra a sopa ficou comestível, tragável, engolível, sei lá.

O segredo do arroz

29 Junho, 2008

Cansei de tentar fazer um arroz decente, mas só conseguia fazer arroz “escola de samba”: aquele que só sai em bloco. Por mais que eu tentasse usar táticas, medidas e marcas diferentes meu arroz ficava cada vez mais empapado e grudento.

Informam as especialistas que fazer um bom arroz tem lá seus segredos, e por ser um prato prosaico não tem nada de simples para preparar, muito pelo contrário, quanto mais prosaico o prato mais complicado para prepará-lo de forma a que fique no mínimo digerível.

Algumas especialistas apontam para o fato de que você deve lavar bem o arroz e depois escorrê-lo para que esteja já bem seco antes de colocá-lo na panela para refogar. Acho isso uma bobagem, pois minha amiga Leila que é uma senhora cozinheira enfia o arroz debaixo da torneira e já o joga na panela e o dela sempre sai maravilhoso.

Outras afirmam que se deve usar uma medida-padrão, cozinhando-o sempre na mesma panela para não modificar as medidas por engano. Use sempre a mesma marca e à medida que o arroz for ficando empapado vá reduzindo o tanto de água que coloca nele até atingir o mínimo necessário para que cozinhe o suficiente para comer mas não tanto que vire uma pasta compacta.

Como já cuidei de plantas e passei anos para conseguir que minhas violetas florissem, tenho a teoria que arroz é como violeta: quanto mais você jogar água, mexer de um lado pra outro, mais rápido irá estragar. Como as violetas, jogue o arroz na panela e só se preocupe com ele de novo quando estiver seco, e seja lá o que Deus quiser. Quanto mais manobras você fizer com ele, pior ficará, portanto faça como sabe, vá reduzindo a água dia por dia até conseguir uma quantidade suficiente apenas para cozinhar e cruze os dedos.

Ah, e tenha sempre um pacote de macarrão de reserva para o caso de seu arroz insistir em virar papa e não querer sair da panela de jeito nenhum.

(zailda coirano)