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A boa e velha canjica (do meu jeito)

6 Junho, 2008

Eu não sou boa cozinheira e “apanho” até pra fazer arroz. Pra dar um jeito nisso comprei uns livros de receitas mas ele só fizeram confirmar a impressão que eu já tinha desde anteriores (frustradas) tentativas de aperfeiçoar-me na arte de transformar um filé em algo que se possa digerir e não cause repugnância ou risos: só existem receitas intrincadas e complicadas, com termos que eu, leiga que sou, desconheço totalmente.
Não sei diferenciar um pé de alface de um pé de chicória (vai lá saber o que é isso…) e acho que o que falta nesses livros é o básico do básico, ou seja: como fazer coisas simples pra não morrer de fome e pra variar um pouco.
Como não sou egoísta vou transcrever aqui aquilo que comigo der certo, mas vejam, nada de muito “rebuscado”, não sou fissurada no assunto, cozinho por um motivo mais ou menos óbvio: tenho que comer.
Essa canjica ficou ótima, então vou partilhar a experiência.

Ingredientes:

  • 1 pacotinho de canjica (você poderá encontrar facilmente – ou não, depende do supermercado – naquela seção onde há pipoca para microondas)
  • 2 copos de leite de caixinha (também chamado longa-vida, a marca não importa. Usei o integral, se você está de dieta, tente o semi-desnatado se for uma dieta rápida ou o desnatado se é uma dieta de vida-ou-morte
  • 1 lata de leite condensado – se estiver de dieta, pule esse
  • 1 pacote de coco ralado (sim, ele já vem ralado, aquela parte branca, que fica dentro daquela casca marrom que a gente sempre tem que pedir pra alguém quebrar)
  • 1 xícara de chá de açúcar (não é pra fazer “chá de açúcar”, você pega o açúcar e enche uma xícara grande daquelas de tomar chá)
  • 6 cravos (são uns pauzinhos com uma “florzinha” seca na ponta que servem pra dar um gosto especial à comida, geralmente doce, mas se quiser tentar na salgada vá por sua conta, eu ainda não tentei…
  • muita paciência (o ingrediente mais importante, porque esse prato demora um pouco, se bem que o resultado compensa, se você fizer tudo direitinho…)

Como (tentar) fazer

Se você vai fazer apenas pra você e seu marido e – digamos – um filho que não seja muito comilão, bote metade do pacotinho de canjica de molho na noite anterior ao dia que vai fazer o doce, se for fazer para um batalhão use o pacotinho todo.

No outro dia escorra a água onde a canjica esteve de molho e coloque-a numa panela de pressão com 1 litro de água (para meio pacotinho) ou 2 litros (se botou o pacote todo, sua gulosa!) junto com os 6 cravos e assim que pegar pressão (quando a panela começa a fazer aquele “barulhinho” na hora que a gente até já esqueceu que estava fazendo um doce e está sossegada vendo TV) corra de volta pra cozinha e abaixe o fogo no mínimo e deixe cozinhar por uma hora.

Depois de uma hora naquele “tchi, tchi”, deslique o fogo e retire a pressão antes de abrir a panela. Eu coloco um garfo no pino (aquele que há na parte de cima da tampa da panela e fica girando) de forma que a pressão vai saindo devagarinho e não faz muita sujeira na cozinha (dependendo do que a gente está cozinhando). Espere esfriar por meia hora e acrescente o leite, o leite condensado, o açúcar e o coco ralado, mexa bem com uma colher de pau.

Pode ser servido quente, frio, gelado, no café da manhã, lanche da tarde ou sobremesa. Com certeza todos vão repetir, elogiar e nem vão desconfiar o trabalhão que deu…

(zailda coirano)