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Tempero caseiro – mas nem tanto

4 Novembro, 2009

 

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Ter um tempero básico pronto na geladeira facilita a vida da gente.

 

É claro que para dar um sabor especial à comida nada melhor do que um bom tempero caseiro. Descobri depois de muito “ensaio e erro” que o tempero nem precisa ser tão caseiro assim. Como meu filho bem definiu: “minha mãe é feliz fazendo tempero, às vezes chego em casa e não tem nada para comer, mas a geladeira dela está sempre cheia de temperos.”

Como toda cozinheira de meia-tigela, tenho que me esmerar no tempero para realçar o sabor e disfarçar coisas como: comida cozida demais, comida chamuscada, comida cozida de menos, comida esquecida no fogo, etc.

Vamos para uma de minhas especialidades, e como bem disse meu filho, acho que tenho um ladinho de “bruxa” e adoro ficar misturando ervas e preparando minhas “poções”. Sempre tenho pelo menos um vidro grande de tempero na geladeira, para evitar de ter que ficar descascando alho em cima da hora de preparar a refeição.

Receitinha básica de tempero, que você pode personalizar

2 cabeças de alho

1 cebola média

3 ou 4 cebolinhas

2 pezinhos de salsa ou coentro

óleo

Modo de preparar

Descasque o alho e a cebola, pique bem a cebola. Lave bem as cebolinhas, salsa ou coentro. Bata tudo no liquidificador, e vá acrescentando óleo até que tudo esteja bem misturado. Se colocar muito óleo fica pouco consistente, então vá adicionando o óleo aos poucos, apenas o suficiente para que o liquidificador consiga triturar a mistura.

A cebolinha e a salsinha (ou coentro) são só para dar um gostinho, se colocar muito o tempero fica verde, aí não dá para usar no arroz, por exemplo. Se quiser mais gosto desses temperos é melhor adicionar picado ao prato que vai preparar do que fazer um tempero verdão que não dá pra usar em arroz ou feijão, por exemplo.

Guarde em um pote bem tampado, na porta da geladeira perto do congelador. Assim conservado dura até duas semanas sem estragar.

Quando for cozinhar, apenas pingue óleo na panela (lembre-se que já há óleo no tempero). Esse tempero serve para arroz, feijão, carne (tempere pelo menos meia hora antes de cozinhar para “pegar” bem), frango peixe, etc.

Para personalizar, vale adicionar Sazón quando for preparar (eu adiciono 1 envelopinho na panela logo depois de dourar), cominho, louro, curry (na carne fica ótimo) ou qualquer outro tempero. Tenha esse tempero como “base” sempre pronto para facilitar e depois acrescente outros, vá testando para ver qual agrada mais ao seu paladar.

Receita de peru com uísque

15 Agosto, 2008

Ingredientes:

* 01Garrafa de Whisky (do bom, é claro!, pode ser um Black Label).
* 01 Peru de aproximadamente 5 Kg.
* Sal, Pimenta e cheiro verde a gosto.
* 350 ml de azeite extra.
* 500 g de bacon em fatias.
* Nozes moídas.

Modo de Preparar:
* Envolver o peru no bacon e temperá-lo com sal, pimenta, cheiro verde a gosto.
* Massageá-lo com azeite. Pré-aquecer o forno por aproximadamente 10 minutos.
* Servir-se de uma boa dose (caprichada) de Whisky enquanto aguarda.
* Colocar o peru em uma assadeira grande.
* Servir-se de mais duas doses de Whisky.
* Azustar o terbostato na marca 3 e zebois de unzzz zinte binutos, botar para queimar… digu, assar a galinha, nãoo, não, zun é galinha, é peru.
* Derrubar uma dose de Whisky zepois de beia hora, formar a abertura e controlar a asssadura do pato.
* Tentar zentar na gadeira, servir-se de uooooootra dose zarada de Whiskyssss.
* Cozer, costurar, cozinhar, zzzei la, foda-se o beru.
* Deixaaa o fio da buta no vorno por umas 4 horas.
* Tentar retirar a berda do beru do Vorno.
* Mandar mais uma boa dose de Whisky pra dentro… de voze, é claaaro.
* Tentar novamente tirar o zacana do beru do vorno, porque na primeira deenndadiiiva dããão eeeeeeeuuuu.
* Begar o beru que gaiu no jão, enjugar o filho da puta com o bano de jão e cologa-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois, avinal, você nem gossssssssta buito dessa bosta besbo.

Bronto!

Observazaumm – Num Vumita no Vrango, garaio!

Gelatina para as crianças

6 Julho, 2008

Gelatina é um achado, fácil de fazer, não faz sujeira nem na hora de fazer nem na hora de comer, rápida e barata. E não tem criança que não goste. Mesmo que não goste de comer, vai gostar de brincar com ela porque além de tudo é bonita e divertida porque balança.

Nem precisa de receita, basta ferver um copo dágua e depois dissolver nele um pacotinho de gelatina de qualquer sabor. Prove pra ver se está sem doce pra seu gosto, se estiver adicione mais uma colherada – ou duas. Depois é só juntar a sua imaginação com seus (parcos) recursos culinários e botar mãos à obra.

  • faça vários sabores diferentes, ponha na geladeira até ficar firme, depois tire das formas às colheradas (bem irregular mesmo), jogue tudo numa tigela e jogue uma lata de creme de leite (adicione açúcar) ou leite condensado. Dê uma misturada e ponha de volta na geladeira.
  • bata a gelatina com uma lata de creme de leite antes de endurecer. Ponha na geladeira em potinhos individuais. Diga que é mousse. E é.
  • faça gelatina de limão e ponha na geladeira pra gelar em taças inclinadas para um lado. Depois faça gelatina de outro sabor (e cor), endireite a taça e jogue por cima. Ponha pra endurecer de novo.
  • Sirva com frutas picadas, chantili, creme de leite, leite condensado, doce de leite, etc… por cima.

Com alguns potinhos de gelatina à mão você pode variar a sobremesa da garotada, que além de gostosa, ficará também colorida e divertida.

(zailda coirano)

A boa e velha canjica (do meu jeito)

6 Junho, 2008

Eu não sou boa cozinheira e “apanho” até pra fazer arroz. Pra dar um jeito nisso comprei uns livros de receitas mas ele só fizeram confirmar a impressão que eu já tinha desde anteriores (frustradas) tentativas de aperfeiçoar-me na arte de transformar um filé em algo que se possa digerir e não cause repugnância ou risos: só existem receitas intrincadas e complicadas, com termos que eu, leiga que sou, desconheço totalmente.
Não sei diferenciar um pé de alface de um pé de chicória (vai lá saber o que é isso…) e acho que o que falta nesses livros é o básico do básico, ou seja: como fazer coisas simples pra não morrer de fome e pra variar um pouco.
Como não sou egoísta vou transcrever aqui aquilo que comigo der certo, mas vejam, nada de muito “rebuscado”, não sou fissurada no assunto, cozinho por um motivo mais ou menos óbvio: tenho que comer.
Essa canjica ficou ótima, então vou partilhar a experiência.

Ingredientes:

  • 1 pacotinho de canjica (você poderá encontrar facilmente – ou não, depende do supermercado – naquela seção onde há pipoca para microondas)
  • 2 copos de leite de caixinha (também chamado longa-vida, a marca não importa. Usei o integral, se você está de dieta, tente o semi-desnatado se for uma dieta rápida ou o desnatado se é uma dieta de vida-ou-morte
  • 1 lata de leite condensado – se estiver de dieta, pule esse
  • 1 pacote de coco ralado (sim, ele já vem ralado, aquela parte branca, que fica dentro daquela casca marrom que a gente sempre tem que pedir pra alguém quebrar)
  • 1 xícara de chá de açúcar (não é pra fazer “chá de açúcar”, você pega o açúcar e enche uma xícara grande daquelas de tomar chá)
  • 6 cravos (são uns pauzinhos com uma “florzinha” seca na ponta que servem pra dar um gosto especial à comida, geralmente doce, mas se quiser tentar na salgada vá por sua conta, eu ainda não tentei…
  • muita paciência (o ingrediente mais importante, porque esse prato demora um pouco, se bem que o resultado compensa, se você fizer tudo direitinho…)

Como (tentar) fazer

Se você vai fazer apenas pra você e seu marido e – digamos – um filho que não seja muito comilão, bote metade do pacotinho de canjica de molho na noite anterior ao dia que vai fazer o doce, se for fazer para um batalhão use o pacotinho todo.

No outro dia escorra a água onde a canjica esteve de molho e coloque-a numa panela de pressão com 1 litro de água (para meio pacotinho) ou 2 litros (se botou o pacote todo, sua gulosa!) junto com os 6 cravos e assim que pegar pressão (quando a panela começa a fazer aquele “barulhinho” na hora que a gente até já esqueceu que estava fazendo um doce e está sossegada vendo TV) corra de volta pra cozinha e abaixe o fogo no mínimo e deixe cozinhar por uma hora.

Depois de uma hora naquele “tchi, tchi”, deslique o fogo e retire a pressão antes de abrir a panela. Eu coloco um garfo no pino (aquele que há na parte de cima da tampa da panela e fica girando) de forma que a pressão vai saindo devagarinho e não faz muita sujeira na cozinha (dependendo do que a gente está cozinhando). Espere esfriar por meia hora e acrescente o leite, o leite condensado, o açúcar e o coco ralado, mexa bem com uma colher de pau.

Pode ser servido quente, frio, gelado, no café da manhã, lanche da tarde ou sobremesa. Com certeza todos vão repetir, elogiar e nem vão desconfiar o trabalhão que deu…

(zailda coirano)