Cansei de tentar fazer um arroz decente, mas só conseguia fazer arroz “escola de samba”: aquele que só sai em bloco. Por mais que eu tentasse usar táticas, medidas e marcas diferentes meu arroz ficava cada vez mais empapado e grudento.
Informam as especialistas que fazer um bom arroz tem lá seus segredos, e por ser um prato prosaico não tem nada de simples para preparar, muito pelo contrário, quanto mais prosaico o prato mais complicado para prepará-lo de forma a que fique no mínimo digerível.
Algumas especialistas apontam para o fato de que você deve lavar bem o arroz e depois escorrê-lo para que esteja já bem seco antes de colocá-lo na panela para refogar. Acho isso uma bobagem, pois minha amiga Leila que é uma senhora cozinheira enfia o arroz debaixo da torneira e já o joga na panela e o dela sempre sai maravilhoso.
Outras afirmam que se deve usar uma medida-padrão, cozinhando-o sempre na mesma panela para não modificar as medidas por engano. Use sempre a mesma marca e à medida que o arroz for ficando empapado vá reduzindo o tanto de água que coloca nele até atingir o mínimo necessário para que cozinhe o suficiente para comer mas não tanto que vire uma pasta compacta.
Como já cuidei de plantas e passei anos para conseguir que minhas violetas florissem, tenho a teoria que arroz é como violeta: quanto mais você jogar água, mexer de um lado pra outro, mais rápido irá estragar. Como as violetas, jogue o arroz na panela e só se preocupe com ele de novo quando estiver seco, e seja lá o que Deus quiser. Quanto mais manobras você fizer com ele, pior ficará, portanto faça como sabe, vá reduzindo a água dia por dia até conseguir uma quantidade suficiente apenas para cozinhar e cruze os dedos.
Ah, e tenha sempre um pacote de macarrão de reserva para o caso de seu arroz insistir em virar papa e não querer sair da panela de jeito nenhum.
(zailda coirano)


